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FAZER EVENTO É LEGAL, MAS VALE A PENA?
Muita gente há de concordar comigo de que a experiência e sensação de se fazer em evento para motociclistas e poder receber os muitos amigos de outros MCs é muito legal. Muitos podem se lembrar que antes, os eventos eram longe, mas se praticava um motociclismo diferente de hoje, que confesso, não sei se melhor ou pior. Vendo pelo lado bom da atualidade, noto que não se precisa rodar muito para se curtir uma festa, já que mais de mil eventos de motociclistas estão previstos para serem realizados, só neste ano. Os que têm apoio da FMC/SP, são, normalmente bons, por conta da “Regra dos 9”, que acabam garantindo um mínimo de conforto, segurança e sem exploração. Por outro lado, algumas festas têm sido feitas por gente que entrou no “nosso meio” há pouco tempo e acha que pode tudo. E é aí que acontecem as coisas. Gente bêbada por todo o canto, fazendo zoeira, empinando moto, queimando pneus, invadindo acampamento, acelerando moto em qualquer lugar e horário da festa, expondo todos a vários riscos, que vão desde borracha quente nos olhos, inalação de fumaça cancerígena até a sofrer um atropelamento dentro ou fora dos eventos. A verdade, meus caros, é que não sou contra a um wheeling, um zerinho, borrachão e etc, feito por profissionais e com total segurança, até porque o público local gosta. O que não se pode admitir é que pessoas menos avisadas e escrupulosas violem o direito da grande maioria impondo seu comportamento desregrado e colocando a integridade de outros em risco. Sem dúvida, têm que haver regras para tudo, porque o direito de ninguém pode ser violado sob um equivocado pretexto de liberdade. Apesar da liberdade do motociclista, num evento não se pode tudo e a confirmação deste nosso entendimento, veio recentemente, quando um motociclista do sul do país, deu conta que teve de enfrentar, juntamente com sua família, muitos problemas financeiros e  judiciais, em razão de ter ocorrido uma morte durante um evento de motociclistas, que ele era o organizador. O fato ocorreu quando um motociclista empinou sua moto dentro da festa e esta lhe escapou ao controle, invadindo o local onde se encontrava o público. Sem qualquer providência para impedir a manobra ou proteção que pudesse impedir que a moto viesse a atropelar alguém, uma pessoa muito jovem acabou sendo colhida,  vindo a falecer alguns dias depois. Além de muito grave, o fato acabou com a festa e transtornou todos os que lá estavam. A verdade é que quando um moto clube se propõe a realizar um evento, este acaba assumindo a responsabilidade de reparar eventuais danos causados aos freqüentadores no interior da festa, pela falta de segurança a que estava obrigado. Quando a questão é de natureza civil e criminal, como, por exemplo, as decorrentes de lesões corporais ou morte, provocada por alguém que empina ou faz zerinho com sua moto durante o evento e ela escapa e vem a atropelar os presentes, a responsabilização de natureza criminal, além da do “piloto”, pode recair na pessoa física do presidente do MC, responsável pela festa. É que sendo ele o responsável (pessoa física) pela organização e não tendo proporcionado meios para garantir a segurança, permitindo ainda que se realizassem manobras “radicais” em local impróprio, expondo a perigos a vida ou a integridade física de terceiros, deve ser responsabilizado. Como conclusão, tenho para comigo que além de desagradar a grande maioria dos motociclistas de essência, permitir que se realizem zerinhos, wheeling ou qualquer tipo de manobra “radical” em eventos de motociclistas, sem os cuidados necessários, pode desgraçar a vida de alguém e causar muita dor para muita gente, além do organizador e do moto clube, terem que suportar despesas com advogados e o pagamento de indenizações vultosas. No final, será que vale a pena?  Tá dito.
Adicionado em: 21/06/2007
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